2026-03-06
A CNA celebra o Dia Internacional da Mulher, a 8 de Março, com uma saudação especial a todas as mulheres, particularmente às agricultoras que lutam pela valorização do seu trabalho, por preços justos à produção, pelo acesso equitativo à terra e aos recursos naturais e pelo direito a viver nas suas terras, em condições de igualdade e dignidade.
As mulheres produzem grande parte dos alimentos que nutrem as comunidades e fortalecem a soberania alimentar, são guardiãs das sementes, protectoras da biodiversidade e sustentam as economias locais e comunitárias, mas continuam a ser fortemente penalizadas pelos baixos rendimentos da actividade.
O trabalho, também na esfera dos cuidados, muitas vezes invisibilizado, torna-se ainda mais pesado perante o desmantelamento e desinvestimento de sucessivos Governos nos serviços públicos (saúde, educação, apoio a idosos, transportes e telecomunicações), que se sentem de forma contundente nas zonas rurais. Somando-se as dificuldades de um regime de segurança social desajustado da realidade das mulheres agricultoras e rurais, e que não lhes confere a devida protecção.
Ao assinalar este Dia Internacional da Mulher, a CNA saúda a sua Filiada MARP – Associação das Mulheres Agricultoras e Rurais Portuguesas que, ao longo dos seus 25 anos, tem tido um papel ímpar e importantíssimo na defesa e representação das mulheres que trabalham e vivem no Mundo Rural.
A CNA solidariza-se com as iniciativas promovidas pela MARP para assinalar esta data, de contacto directo com as mulheres agricultoras e com a população, em feiras e mercados, e na participação nas Manifestações e iniciativas promovidas pelo MDM – Movimento Democrático de Mulheres, em diversas regiões do país.
Neste Ano Internacional da Mulher Agricultora, decretado pelas Nações Unidas, a CNA reclama ao Governo políticas públicas de valorização dos preços à produção, para uma justa remuneração do trabalho das mulheres agricultoras, e políticas de desenvolvimento rural que revitalizem o território.
No quadro do cumprimento da Declaração das Nações Unidas dos Direitos dos Camponeses e Outras Pessoas que trabalham nas Zonas Rurais, a CNA reclama a implementação plena do Estatuto da Agricultura Familiar, essencial para garantir a dignidade das mulheres agricultoras e rurais e o desenvolvimento da agricultura e do Mundo Rural, sem violência, exploração e discriminação.
A Direcção da CNA
Coimbra, 06 de Março de 2026