2026-01-26
Nota de Imprensa
O setor de produção de pequenos ruminantes no distrito de Castelo Branco enfrenta uma grave crise, agravada pela propagação da febre catarral ovina, também conhecida como língua azul. Muitos produtores continuam a reportar perdas significativas na produção de leite e um elevado número de abortos nos seus rebanhos, o que tem gerado danos económicos graves, colocando em risco a sustentabilidade de diversas explorações pecuárias.
A doença, que afeta os ovinos, tem provocado perdas irreparáveis em várias explorações da região, e a situação tende a piorar com a chegada da primavera e as temperaturas mais elevadas. Além disso, a escalada dos custos de produção, como rações, medicamentos e serviços veterinários, agrava ainda mais a já fragilizada situação financeira dos produtores, deixando muitos à beira da falência.
A produção de ovinos é uma atividade de grande relevância económica nesta região, sendo reconhecida pela qualidade da carne, leite e queijos produzidos. Esse setor representa uma importante fonte de rendimento para muitas famílias locais. Contudo, a combinação dos efeitos da febre catarral ovina e o aumento dos custos de produção coloca em risco a continuidade dessa atividade vital para a economia rural.
A Associação Distrital dos Agricultores de Castelo Branco manifesta, mais uma vez, a sua profunda preocupação com a gravidade da situação que os produtores enfrentam. A Associação exige que o Governo reforce as medidas de apoio direto aos produtores afetados por esta epidemia, incluindo compensações financeiras, para garantir a viabilidade das explorações e a desintectização dos abrigos pecuário, com o objetivo de eliminar os mosquitos vetores da doença. Importa também garantir que os produtores não sejam penalizados na campanha 2026 dos apoios à atividade pecuária porque viram o seu rebanho reduzido devido às mortes provocadas por esta doença.
É imperativo que o Governo se mobilize de forma eficaz para preservar a produção de ovinos na região, uma atividade secular que não apenas sustenta a economia local, mas também contribui para a manutenção da biodiversidade e da identidade territorial. Sem um apoio imediato e efetivo, há o risco de uma parte significativa deste setor desaparecer, com consequências irreparáveis para a economia rural e a segurança alimentar
Fundão, 25 de Janeiro 2026
A Direção da ADACB