2026-01-21

Agricultores do Vale do Pranto exigem o cumprimento das promessas de reconstrução das comportas

Comunicado enviado à comunicação social pela ADACO - Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra

No Vale do Pranto, na freguesia do Alqueidão, as comportas da Maria da Mata deixaram de funcionar há quase seis anos. Já as comportas do Alvo, embora ainda funcionem, encontram-se num estado de degradação tal que permitem a passagem de grandes quantidades de água salgada.

Esta situação tem provocado a infiltração de águas salgadas nos campos agrícolas, com consequências gravíssimas para a produção de arroz. Em plena fase de floração, o arroz fica queimado pelo sal, levando os produtores a perderem 25% ou mais da sua produção anual, para além dos constantes atrasos que esta situação frequentemente provoca na realização das culturas.

Desde o início de 2024, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) informou que seria a entidade promotora e executora das obras de intervenção para a substituição da estrutura das comportas da Maria da Mata, no aproveitamento hidráulico do Mondego. Após a aprovação do projeto, com um investimento previsto a rondar um milhão e duzentos mil euros, a APA comunicou que seriam iniciados os trâmites para a adjudicação da obra e, posteriormente, o lançamento do procedimento de concurso público, para que se desse início aos trabalhos.

No entanto, a verdade é que já estamos em 2026 e as obras ainda não se iniciaram, não existindo qualquer informação sobre a data do seu arranque, apesar do ofício a solicitar esclarecimentos enviado pela ADACO no início deste ano, dirigido ao Presidente da APA, Eng.º Pimenta Machado.

É urgente que sejam realizadas, de imediato, as obras necessárias para a instalação de comportas no Rio Pranto, de forma a impedir a entrada de água salgada naquele afluente do Rio Mondego e, consequentemente, a sua infiltração nos campos de arroz.

Coimbra, 21 de Janeiro de 2026
ADACO – Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra
Junta de Freguesia do Alqueidão