2026-11-06
A Associação Distrital dos Agricultores de Castelo Branco (ADACB) promoveu, esta segunda-feira, uma marcha lenta de tractores e máquinas agrícolas no Fundão, para denunciar o aumento do preço dos combustíveis e dos custos de produção e exigir medidas urgentes ao Governo.
A iniciativa teve início às 10h30, no Parque Industrial do Fundão, seguindo em direcção ao parque da cidade, e juntou agricultores preocupados com o agravamento das dificuldades que atravessa o sector agrícola.
O aumento do preço do gasóleo agrícola, dos fertilizantes, da energia, das rações e de outros factores de produção está a representar encargos cada vez mais pesados para as explorações agrícolas. Os agricultores denunciam que os custos continuam a aumentar, sem que consigam fazer reflectir esses aumentos nos preços de venda dos seus produtos.
A ADACB considera que esta situação coloca em causa a viabilidade económica de muitas explorações e exige uma redução imediata do preço do gasóleo agrícola, o reforço dos apoios e medidas de controlo dos preços dos factores de produção.
Durante a concentração, os agricultores aprovaram uma resolução com um conjunto de reivindicações a apresentar ao Governo. Entre as propostas estão a garantia de preços justos à produção, a proibição da compra de produtos agrícolas abaixo dos custos de produção, o reforço da fiscalização das práticas comerciais abusivas e o apoio ao escoamento e valorização dos produtos nacionais.
Os agricultores defendem ainda uma estratégia nacional para aumentar a produção agrícola, reduzir a dependência alimentar do estrangeiro, apoiar o investimento nas explorações e garantir melhores condições para a instalação dos jovens agricultores.
A resolução destaca também a importância da agricultura para a segurança alimentar, a criação de emprego, a preservação do território e o desenvolvimento do mundo rural, particularmente no interior do País.
No final da iniciativa, os agricultores decidiram remeter a resolução ao Governo, exigindo medidas concretas, com prazos definidos, financiamento adequado e resultados verificáveis.
Com esta acção, os agricultores do distrito de Castelo Branco dão voz ao descontentamento do sector e reclamam respostas urgentes para garantir o rendimento de quem produz, a defesa da produção nacional e o futuro da agricultura portuguesa.