2026-04-24

Associações empresariais e agrícolas alertam para a iminência de uma crise económica e exigem ao governo controlo dos preços

Associações Empresariais e Agrícolas, entre as quais a CNA, solicitaram, a 17 de Abril, uma audiência com carácter de urgência ao Senhor Ministro da Economia e Coesão Territorial para entrega do documento (ver abaixo) que alerta para a iminência de uma crise económica e exige ao Governo o controlo de preços.

As Associações Empresariais e Agrícolas ficaram a saber – fonte: gabinete ministerial – que o Senhor Ministro da Economia e Coesão Territorial não tem agenda para as próximas semanas, entendendo assim as subscritoras do documento tornar pública a análise feita à realidade económica e social, sublinhando prioridade máxima e acção concreta que devolva às empresas e às famílias o retorno justo do esforço que fazem todos os dias.

Este mesmo documento será enviado aos partidos com assento parlamentar e ao Senhor Presidente da República.

 

Associações empresariais e agrícolas alertam para a iminência de uma crise económica e exigem ao Governo controlo dos preços!

Depois do atropelamento por um verdadeiro ‘comboio de tempestades’, a economia portuguesa, as Micro, Pequenas e Médias Empresas e a agricultura familiar podem ser agora abalroadas pelo aumento brutal dos combustíveis e o consequente agravamento dos preços das matérias-primas e de todos os serviços que influenciam a sua actividade.

E tudo indica que, tal como nos temporais de Janeiro e Fevereiro, também nesta crise que vem do Médio Oriente, após o ataque despropositado dos Estados Unidos e Israel ao Irão, ou que por ele é influenciada oportunisticamente pelos chamados mercados, o Governo Português poderá manter uma resposta assente em medidas insuficientes, sem impacto prático relevante na vida das empresas e das famílias, permitindo que os custos continuem a atingir níveis cada vez mais difíceis de suportar.

Perante este cenário, as Associações Empresariais e Agrícolas, recusam propaganda vazia e exigem, com firmeza, responsabilidade política e respostas imediatas por parte do Governo. As comunidades, as populações, os agricultores e o tecido empresarial não podem continuar a esperar.

Não há margem para mais adiamentos.

 

As Associações Empresariais e Agrícolas, exigem prioridade máxima e ação concreta nas seguintes medidas:

  1. Controlo efectivo e urgente do mercado energético;
  2. Fixação de preços que travem a especulação e protejam empresas e consumidores, reforçando a capacidade inspectiva do estado nos mercados dos bens alimentares, da energia e de outros factores de produção;
  3. Apoios financeiros do estado a fundo perdido às empresas e explorações agrícolas mais expostas ao agravamento dos preços dos combustíveis líquidos e do gás;
  4. Alargamento imediato do acesso ao gasóleo profissional acompanhado de apoios significativamente reforçados, para todos os sectores de transportes de mercadorias e passageiros, incluindo os táxis e TVDE, e aumento do apoio ao gasóleo agrícola;
  5. Devolução do aumento dos ganhos no valor do ISP à economia e aos portugueses e eliminação da dupla tributação, reduzindo o valor de iva que incide sobre os combustíveis e garantindo que não incide iva sobre impostos;
  6. Aceleração decisiva da transição energética, com medidas concretas que reduzam a dependência externa, reforcem a produção nacional de energia e protejam a economia de choques internacionais, reforçando as verbas disponíveis para as Micro, Pequenas e Médias Empresas, assim como para os particulares;
  7. Apoios para colmatar o aumento dos custos dos fertilizantes e outros factores de produção, nomeadamente através da criação de um programa público de compras conjuntas destes produtos.

 

Estas Associações Empresariais e Agrícolas, alertam: sem a aplicação célere e determinada destas medidas, o país caminha para uma crise económica profunda. A história demonstra que a inacção terá consequências graves, fragilizando o tecido empresarial, penalizando a coesão social, a soberania alimentar e comprometendo o futuro colectivo.

 

O momento exige que o Governo reponha justiça fiscal e económica, aplicando com urgência políticas que devolvam às empresas e às famílias o retorno legítimo do esforço que fazem todos os dias.

Seixal, 10 de Abril de 2026

 

Aprovado por unanimidade pelas Organizações:

AFMRN - Associação de Feiras e Mercados Região Norte

ANMTVDE - Associação Nacional Movimento TVDE

ANTRAL - Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros

APED – Associação Portuguesa de Empresários de Diversão

CNA - Confederação Nacional da Agricultura

CPPME - Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas

FPT - Federação Portuguesa do Táxi

PORTUGAL T - Associação Nacional de Indústrias de Táxis e Serviços de Turismo

 

Deliberado a sua entrega ao Governo em audiência a solicitar-se ao senhor Ministro da Economia e Coesão Territorial.

 

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