Agricultores e Produtores Florestais lesados pelos Incêndios concentraram-se em Coimbra

Delegações de Agricultores, Produtores Florestais e outros Rurais lesados pelos Incêndios de 2017 concentraram-se na quinta-feira, 24 de Maio, junto à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), em Coimbra.

Os participantes nesta iniciativa, que em diversas ocasiões têm reclamado apoios justos e adequados, continuam a lutar para que a situação em que se encontram não caia no esquecimento e para denunciar a propaganda do Governo que insiste em repetir os anúncios de “milhões” em apoios que depois não correspondem à realidade.

Desta feita, o protesto decorreu frente à CCDRC para alertar para a situação da recuperação das habitações – já que é este organismo que tem a seu cargo a coordenação da recuperação das “primeiras habitações” afectadas pelos incêndios.

A grande parte das situações continua por resolver. E se o Ministério do Planeamento e das Infra-estruturas, em vésperas desta iniciativa, veio a público dizer que mil casas destruídas pelos incêndios já estão em reconstrução, quem vive nas zonas afectadas sabe bem que assim não é. Longe disso. Centenas de habitações permanentes ainda não estão a ser construídas e muito poucas foram entregues.

E das habitações não permanentes já nem nelas se fala, pelo que não se sabe bem quem é que as vai reconstruir, uma vez que a larga maioria dos proprietários não dispõe, à partida, de condições para pagarem os custos. Ora, para o Mundo Rural e para travar a sua desertificação humana, estas habitações ditas “não permanentes” são muito importantes.

Na concentração foi também posto em destaque recentes decisões da Assembleia da República, nomeadamente a recomendação ao Governo para que sejam abertas as candidaturas simplificadas dos agricultores até 5000 euros e que seja criada uma ajuda à perda de rendimentos dos agricultores afectados pelos incêndios.

Reclamou-se, ainda, a suspensão do processo em curso da aplicação repressiva de medidas de limpezas de faixas de contenção, alegadamente para prevenção de incêndios, e que seja definido um outro sistema que privilegie a colaboração voluntária dos interessados e que seja dotado dos meios financeiros públicos necessários para o executar.

Uma delegação dos participantes entregou um documento específico para esta concentração onde estão bem fundamentadas as propostas e reclamações do momento, documento que também foi enviada posteriormente para o senhor Primeiro-Ministro.

Foi mais uma Concentração participada que decorreu debaixo de chuva, teve a cobertura de muita comunicação social e foi organizada, em conjunto, pela CNA – Confederação Nacional da Agricultura, pelo MAAVIM – Movimento Associativo Apoio Vítimas Incêndio Midões e pela ADACO – Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra.

FOTOGRAFIAS


- Comunicado conjunto da CNA, ADACO e MAAVIM