Delegações de Agricultores e Produtores Florestais afectados pelos incêndios concentraram-se frente ao Ministério da Agricultura

Delegações de Agricultores e Produtores Florestais da zona Centro afectados pelos incêndios de Outubro de 2017 concentraram-se no dia 2 de Fevereiro, em Lisboa, frente ao Ministério da Agricultura.

Agricultores e Produtores Florestais consideram insuficientes e mesmo desadequadas as medidas de apoio (umas avançadas e outras anunciadas) pelo Governo, tendo em conta os avultados prejuízos sofridos pelas Populações e pelos Agricultores em especial.

Muitos e muitos Agricultores tiveram dezenas de milhar de euros de prejuízos mas, dadas as exigências tecno-burocráticas e financeiras para apresentar um projecto no âmbito do PDR 2020 – com um total de investimento superior a 5 mil euros – e sem sequer terem capacidade financeira para o executar e sem a certeza da sua aprovação, várias centenas de agricultores aceitaram a única alternativa que, de facto, o Governo lhes deu e que foi fazerem um pedido “simplificado” de apoio até € 5 000.

Esses ditos pedidos “simplificados”, para muitos portugueses são insuficientes e mesmo depois de anunciados cerca de 62 milhões de euros em candidaturas submetidas, somente foram pagos, até ao momento, pouco mais de 30 milhões de euros, após muitos “cortes” e com milhares de Agricultores (meados de Janeiro 2018) ainda sem receber nada.

Apesar dos disparates gratuitos proferidos pelo Ministro a despropósito dos objectivos desta Concentração de 2 de Fevereiro, o facto é que também nos foi anunciado que iria haver um período até 9 de Fevereiro para refazer as candidaturas que os Agricultores fizeram logo a seguir aos incêndios e que entretanto "desapareceram".

Mas não chega. Não chega!

Mas cabe ainda salientar que enquanto os Agricultores e Produtores Florestais foram dramaticamente lesados por estes incêndios, e que em muitos e muitos casos continuam abandonados pelo Ministério da Agricultura, o Ministro da Agricultura é que ainda se pretende passar por vítima, como se pode verificar pelas declarações que então proferiu à comunicação social.

Lembrar que as principais reclamações se mantêm:

1 – A reabertura das candidaturas para os Agricultores lesados que ficaram de fora em todo o País sem se poderem candidatar às ajudas e também para se poder efectuar correcções pertinentes;

2 – Medidas de apoio efectivo para os produtores florestais;

3 – Pagamentos sem “cortes” e outras alterações a quem já se candidatou;

4 – Medidas para compensar por perda de rendimentos na actividade agrícola ou agro-alimentar;

5 – Ajudas e candidaturas para recuperação de habitações agrícolas e para a 2ª habitação em zonas rurais.

A luta continua!