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CONCENTRAÇÃO DE AGRICULTORES
Sábado - 07 Janeiro 2012 - Porto |
GRANDE INICIATIVA EM DEFESA DA PRODUÇÃO AGRO-ALIMENTAR NACIONAL
CNA, FENALAC, CONFAGRI, APLC e APROLEP promoveram no sábado, dia 7 de Janeiro, em Matosinhos, primeiro frente à DRAPN (Senhora da Hora) e logo a seguir frente a uma grande superfície comercial, uma grande concentração de agricultores com o objectivo de denunciar certas práticas comerciais e especulativas utilizadas pela Grande Distribuição e Comercialização e de apelar para os Órgãos de Soberania tendo em vista a regulamentação/correcção – urgentes - dessas actividades.
Sim, foi uma grande jornada, em grande unidade associativa, na defesa da Produção Agro-Alimentar Nacional e também na defesa da qualidade alimentar dos Portugueses. Jornada que se preparou a “contra-relógio” – em três dias apenas – e que veio a juntar cerca de 3000 Participantes enquadrados por uma vigorosa coluna com mais de 100 Máquinas Agrícolas onde se destacavam os tractores.
O motivo que precipitou este acontecimento foi (mais) uma campanha, dita “de promoção” realizada por uma grande cadeia de distribuição e comercialização de bens agro-alimentares (entre outros). Campanha essa que, tal como outras, promove importações desnecessárias e esmaga os preços e a Produção Nacional. E foi neste contexto prático que se gerou e operacionalizou a unidade entre as cinco organizações nacionais promotoras a que se juntaram algumas organizações regionais.
Assim, reproduzimos aqui alguns destaques da posição comum passada a documento enviado à Comunicação Social, enviado à Ministra da Agricultura e à Administração do Grupo Empresarial (SONAE) envolvido na “campanha de promoção” em causa.
"GRANDES SUPERFÍCIES COMERCIAIS PROMOVEM IMPORTAÇÕES DESNECESSÁRIAS
E ESMAGAM A PRODUÇÃO AGRO-ALIMENTAR NACIONAL
É necessário regulamentar as cadeias de distribuição e comercialização de bens agro-alimentares para defender o emprego agrícola, para reduzir as importações, para criar condições à melhoria dos preços à produção, para promover a produção e a economia nacionais.
Assim, e como exemplos, há leite UHT importado de Espanha que com um desconto de 75% fica a 13 cêntimos o litro; há batata vinda de França que fica a 16,5 cêntimos o kg; há néctares (sumos) a 20 cêntimos o litro e com a indicação “fabricado na UE” …
Estas são práticas que indiciam manobras de “dumping” (vender abaixo de preço a que foi adquirido o produto) e de especulação por parte das grandes cadeias de distribuição, matérias que deviam ser alvo de intervenção urgente nomeadamente por parte da Autoridade da Concorrência e da ASAE.
São práticas que eliminam, ilegitimamente, a possibilidade de concorrência por parte do pequeno e médio comércio e que esmagam os preços e a produção nacional, muito contribuindo para o agravamento do nosso défice agro-alimentar e do défice da balança de pagamentos do nosso País com o exterior.
São práticas que também contribuem para a degradação de qualidade alimentar dos portugueses."
Objectivos principais desta acção:
- Sensibilizar a opinião pública para a importância da Agricultura e do Meio Rural, nos seus aspectos económicos, sociais e de coesão territorial.
- Informar os Consumidores dos efeitos positivos, ao nível do emprego e da criação de riqueza, de consumir produtos e marcas portuguesas.
- Promover a produção agro-alimentar nacional e a redução das importações no âmbito do actual desígnio nacional de minorar a nossa dependência externa.
-Alertar para os danos que as recentes campanhas de promoção da Grande Distribuição provocam na cadeia de valor agro-alimentar.
- Impedir a comercialização de bens agro-alimentares a preços inferiores ao custo de produção.
-Alertar os Órgão de Soberania para a necessidade de, urgentemente, regulamentar a relação entre a Grande Distribuição e os seus Fornecedores, nomeadamente ao nível das práticas comerciais consideradas abusivas (promoções, descontos,..), prazos de pagamento e comercialização das denominadas marcas brancas.
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Numa situação concreta, com objectivos concretos, de facto, foi uma grande iniciativa potenciada pela unidade associativa que se congregou. Mas também é justo assinalar a boa capacidade organizativa e de participação revelada pela CNA e Filiadas directamente envolvidas.
A Redacção
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NOTA: Nesta concentração, a CNA assumiu o compromisso de levantar esta situação provocada pelas grandes cadeias de comercialização na reunião da PARCA - Plataforma de Acompanhamento das Relações na Cadeia Agro-Alimentar, o que veio a acontecer logo no dia 1o de Janeiro. ver texto com a intervenção da CNA na reunião.
A PARCA é uma entidade presidida pelo Secretário de Estado da Agricultura e pelo Secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação. >> saber mais
>> VEJA AQUI AS FOTOGRAFIAS DA CONCENTRAÇÃO
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