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CONCENTRAÇÃO / VIGÍLIA NA RÉGUA – 5 DE AGOSTO
É GRITO DE ALERTA DOS VITIVINICULTORES DURIENSES
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Correspondendo ao apelo da AVIDOURO, Associação dos Vitivinicultores Independentes do Douro, com o apoio da CNA, delegações de Vitivinicultores, na sua maior parte provenientes da região mais próxima à Régua, juntaram-se numa Concentração / Vigília, dia 5 de Agosto a partir das 19 h 30, frente às instalações do IVDP, na Régua.

Os 250 Participantes, onde se destacavam mulheres e jovens, perfilaram-se de um e de outro lado da rua, ostentando bandeiras da CNA, bandeiras negras, faixas e cartazes com diversas consignas e reclamações, e acendendo velas à medida que o dia escurecia. Muitos deles traziam garrafões de Vinho na mão e uma carrinha carregava uma grande pipa e mais garrafões ainda.
E foi frente ao IVDP, Instituto do Vinho do Douro e Porto – considerado e denunciado como sendo um “instrumento” ao serviço das más políticas agrícolas e de mercados do Governo e dos interesses das Casas Exportadoras e outras grandes empresas – que as primeiras intervenções tiveram lugar. Intervenções sempre muito críticas em relação às causas e aos principais causadores (os sucessivos Governos e as suas políticas para o Douro) da difícil situação da Vitivinicultura e da Região Demarcada do Douro.
Mas também avançando reclamações concretas e propostas mais de fundo para acudir às dificuldades. Foi então lido e aprovado um documento reclamativo para ser enviado aos Órgãos de Soberania.
Entretanto, passava já das 20 h., a Concentração avançou um pouco e deteve-se no início da rua entre o IVDP e a Casa do Douro, rua que, daí, desce para a marginal do Douro.
Então, muitos garrafões foram despejados na calçada e a pipa foi aberta. O Vinho jorrou e correu rua abaixo, como uma levada...naquilo que a organização anunciara já como “um acto simbólico de protesto” dos Lavradores. “Palavras de ordem” e protestos espontâneos ecoaram bem alto nessa ocasião. Houve quem gritasse a plenos pulmões : - “ a Casa do Douro é nossa ! Devolvam-lhe os seus poderes !”.
E também houve quem acusasse os Dirigentes da mesma Casa do Douro por estes não mobilizarem os Vitivinicultores para a luta em defesa dos seus interesses e em defesa da própria Casa do Douro que se encontra em situação crítica.
A seguir, desfilou-se até junto da marginal e prosseguiu-se. À frente, um “carro de som” anunciava razões e objectivos daquela jornada. Logo depois, as faixas da AVIDOURO e da CNA . As velas mantinham-se acesas na mão de muitos dos Participantes. Ali por perto, um conhecido músico e cantor animava a concorrida “Festa das Francesinhas” em recinto municipal.
O “desfile” deteve-se junto à rotunda da fonte luminosa, passava das 22 horas. Os Participantes rodearam a Rotunda.
Os veículos que passavam refreavam a marcha e os muitos Peões paravam também a saber o que se passava ali. Oportunidade para novas intervenções, em nome da AVIDOURO e da CNA, a saudar os Participantes e reafirmar as posições. A apelar para a mobilização dos Vitivinicultores e da Região Demarcada do Douro para novas e necessárias acções de reclamação e protesto “caso os Governantes teimem em não ouvir e respeitar as Gentes e as Instituições do Douro”... Também a chamar, de novo, a atenção dos Dirigentes da Casa do Douro no sentido de que:- “ o Douro não pode esperar mais!” e que:- “é possível derrotar quem quer derrotar o Douro!... E alguns garrafões foram mesmo despejados dentro da fonte luminosa (que, aliás, se encontrava às escuras e com a água bastante suja...).
Tempo de encerrar a Concentração / Vigília, cerca das 23 horas, com a convicção, e a satisfação, de que esta tinha atingido os objectivos para que fora convocada. Desejando aos Participantes um bom regresso a casa e saudando-os com um “até à próxima”.
A Comunicação Social (sobretudo a do audio-visual) deu boa cobertura (ver nota à Comunicação Social).
>> Targeta de divulgação
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