No dia 10 de Setembro, assinalou-se o Dia Internacional das Lutas Camponesas contra a OMC. Todos os anos, nessa data, é lembrado o dia 10 de Setembro de 2003, a mobilização dos camponeses contra a OMC em Cancún (México) e a memória de Lee Kyung Hae, que se sacrificou durante os protestos desse dia.
Em 2003, os camponeses coreanos estavam entre os mais atingidos pelas políticas neoliberais. Sob a pressão da forte concorrência das importações a preços baixos, muitos produtores não conseguiam vender a sua própria produção. O Sr. Lee Kyung Hae fazia parte desses agricultores a quem o comércio internacional negou o direito a viver dignamente do seu trabalho. Em Cancún, Lee subiu para as grades que separavam os manifestantes do local onde decorriam as negociações da OMC, com uma bandeira na qual estava escrito: "A OMC mata os agricultores!".
Alguns momentos depois, o sangue jorrou do seu peito. Lee sacrificou-se para lembrar aos grandes que tomam as decisões sobre o planeta quais são as suas responsabilidade no desaparecimento dos camponeses no mundo.
Para os agricultores e camponeses do mundo, a luta contra a OMC é uma luta pela vida. Na verdade, quanto mais avançam os rolos compressores da liberalização, maior é o número de camponeses que desaparecem. Seis anos depois, apesar da sua morte, nada mudou.
Globalizemos a Luta! Globalizemos a esperança!
Leia o comunicado da Via Campesina para ficar a saber mais sobre a luta dos camponeses e acompanhar as próximas acções que terão lugar em diversos pontos do planeta:

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