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| 17 de Abril - Dia Internacional da Luta Camponesa |
Comemorou-se a 17 de Abril o Dia Internacional da Luta Camponesa, em homenagem aos camponeses do Movimento dos Sem Terra mortos a 17 de Abril de 1996, pelas forças policiais repressivas e ao serviço dos grandes agrários da região do Eldorado dos Carajás, no Brasil.
A CNA não poderia deixar de se associar às iniciativas que decorreram em todo o mundo e que demonstraram que, tal como em 1996, continuam vivas as razões e as lutas dos Camponeses.
Em Portugal, como em muitas partes do Mundo, a agricultura vive uma das piores crises de que há memória, o que vai levar a um agravamento da tragédia da fome global e do ritmo de destruição do tecido agrícola que, só em Portugal, nos últimos 20 anos fez desaparecer 2 explorações por hora.
Por outro lado, em resultado da crise ambiental, energética, financeira e alimentar, vivemos um momento de oportunidade para a mudança, assim haja um reconhecimento da crise ambiental e da injustiça social do modelo económico e social vigente também ao nível do agro-rural.
A CNA, enquanto filiada na Coordenadora Europeia Via Campesina, continua a reclamar o direito à soberania alimentar dos Povos, condição que até deverá ser inscrita na Constituição de cada país.
Com esse objectivo, a CNA apoia todas as iniciativas que conduzam à aprovação, na ONU, da Declaração dos Direitos dos Camponeses e Camponesas enquanto ferramenta estratégica no sistema legal internacional para a sustentabilidade da Humanidade e do Planeta.
Importa hoje, e mais uma vez, lembrar que a maioria da população mundial vive da agricultura de pequena escala e que a maioria do território humanizado no planeta está ocupado com agricultura familiar.
Esta é sem dúvida a nossa maior força.
Importa pois que se Globalize a luta e se Globalize a esperança pela dignificação da Agricultura e dos Agricultores, em resposta a esta globalização anti-civilizacional no essencial ditada pela Organização Mundial do Comércio, OMC, pelo Banco Mundial, pelo Fundo Monetário Internacional, FMI, pela Bolsa de Chicago e pelos acordos multilaterais de “livre comércio” que unicamente servem as multinacionais e os maiores comerciantes e especuladores de alimentos.
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